Crise Financeira Internacional

– Causas e Efeitos

 

  

            O cenário começou-se a desenrolar nos EUA, à cerca de um ano, com as debilidades que o sector financeiro apresentava e com isso o abrandamento da actividade económica.

            Apesar da complexidade dos sistemas financeiros norte-americanos, o ‘subprime’ deu origem ao que hoje se chama crise financeira internacional. Este consiste na concessão de créditos; contudo tal sucedeu com o crédito à habitação, em que os bancos cediam o crédito a famílias cujos rendimentos não seriam suficientes para fazer face a essa despesa adicional.

            Quando já se dava como certo um retrocesso deste abrandamento, os mercados financeiros mostram mais uma vez não terem ainda capacidades para restaurar a confiança abalada neste sector. E isto não acontece por acaso, tanto as famílias estão endividadas, bem como as empresas, o próprio Estado e os bancos! Não se pense que estas conseguem conceder empréstimos por possuírem um vasta carteira de clientes que lhes permita “jogar” com o dinheiro de uns para “dar” aos outros … as próprias instituições financeiras pedem empréstimos a outras, em Portugal nomeadamente pede-se aos bancos estrangeiros. Por isso mesmo facilmente percebemos que tudo isto forma uma bola de neve na qual todos os países serão “apanhados”, é uma realidade à qual não conseguimos escapar. Obviamente que o impacto desta será diferente de país para país, e tem tendência para se afirmar nos países mais avançados.

            Consequentemente as previsões de crescimento do FMI (Fundo Monetário Internacional) para 2009 mostram-nos um forte abrandamento da economia mundial. Baseando-me na fiabilidade da informação disponibilizada pelo FMI concluímos afirmando que esta crise afecta todos nós, enquanto contribuintes, enquanto cidadãos e seres humano. E tudo isto só se começará a resolver se a confiança no sistema bancário for restabelecida, quer dos próprios bancos entre si quer dos utentes do sistema.

 

Apenas quero deixar aqui mais um contributo e deixar-vos a pensar:

– Será possível continuarmos a permitir a incrível penetração da publicidade enganosa, quer em concessão de créditos como em tantos outros ramos da economia?

            “Fácil, rápido e sem porquês.” – Cofidis,  quem é que nunca ouvi este slogan?…

            “Precisa de dinheiro? Com facilidades de pagamento, ligue já!” – é a frase do momento, é a publicidade do dia-a-dia; ouve-se em rádios, lê-se nos jornais, é quase sempre as últimas páginas das revistas, dá em grande maioria nos intervalos de todos os programas televisivos … É uma pressão à qual ninguém deveria estar sujeita a menos se quisesse ter acesso a tal informação.

 

 

Cátia Amorim

 

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Não são como os outros…???

Por Silvia Robalo

Não são como os outros…

 

Em qualquer momento da história, as tentativas de questionar as formas tradicionais de fazer e pensar são normalmente recebidas com desprezo ou animosidade. É normal que, nos períodos de mudança cultural, as condutas que não se adequam às expectativas tradicionais possam criar confusão ou incómodo. Embora as conexões entre os vários papéis que adoptamos e a nossa identidade sexual – o que sentimos, o que significa ser homem ou mulher – sejam arbitrárias, somos condicionados a acreditar que estão indissociavelmente ligados. Quando questionamos a validade destas conexões ultrapassamos os limites do socialmente aceitável e damos de caras com a desaprovação. Lógico!

Uma análise que ponha em dúvida as premissas sobre as quais assentam as instituições enfrenta normalmente uma profunda resistência muitas vezes baseada na ignorância ou pior no preconceito. A situação torna-se ainda mais melindrosa quando se questionam crenças, valores e formas de actuação ligadas à instituição familiar porque tal pressupõe (queira-se ou não) uma ameaça á identidade e auto-estima de muitas pessoas,colocando-as na defensiva. Mas apesar do constrangimento e da dificuldade que alguns temas podem suscitar á que ter a coragem de olhar de frente a realidade que nos rodeia, objectivamente e sem estereótipos, racionalizar os conceitos e formar com eles argumentos sólidos que dêem respostas concretas às aspirações legítimas de cidadãos que acreditam terem o direito de aceder a instituições como o casamento ou a estabelecer relações de adopção independentemente da sua orientação sexual. Falo obviamente da polémica do casamento e adopção homossexual.

Pessoalmente parece-me bem mais oportuna a questão da adopção do que propriamente a do casamento, razão muito simples, enquanto que no casamento existe duas vontades de aceder a um estatuto (o de casado/a) já na adopção, o que muitos esquecem, é que para alem de duas pessoas com a mesma vontade, existe uma criança que precisa rapidamente de ver colmatada a sua solidão, o seu desafecto, os seus traumas, carências emocionais e económicas e mais tem o direito de ter uma família com a quais crie laços, referências e sentimentos de pertença. Portanto a verdade é que quando se fala de adopção homossexual antes de mais fala-se da possibilidade de um casal responder a uma necessidade e proporcionar a concretização de um direito e só depois da particularidade de esse casal ter o mesmo sexo e porque tal parece ser também relevante não vamos ignora-lo o que não significa rejeita-lo a partida

Tem-se levantado algumas vozes afirmando que a vida intima de um homossexual era muitas vezes e ate necessariamente mais promíscua do que a de um heterossexual (como tal nunca foi referido em nenhum estudo credível espero que tais vozes pelo menos tenham conhecimento de causa…) e como tal isso constituiria uma influencia desaconselhável para a criança. Lamento informar a quem partilha de semelhante opinião que em Portugal é possível um homossexual adoptar uma criança, a lei permite que uma pessoa singular o faça não relevando para tal a sua orientação sexual, o que significa na pratica que a actual lei que impossibilita a adopção por um casal homossexual não protege a criança das supostas influencias desaconselháveis porque ela poderá ser sempre adoptada por um deles desde que este o faça a titulo individual, mas o que se torna mais interessante é que o homossexual (promíscuo) que quer a adopção quando finalmente encontra um parceiro com quem estabelecer uma relação estável e laços de afecto tais que está disposto a partilhar a responsabilidade de ter um filho e de educar uma criança a dois, formando uma família, ai a lei veda-lhe a possibilidade de adopção! É isto coerente?! Não é preciso ser um iluminado para nos apercebermos que actual lei não serve nenhum dos dois propósitos, nem responde às ânsias das vozes que temem a influência dos homossexuais nas crianças nem responde as necessidades de um casal que se recusa a viver á margem procurando constituir uma família tão valida e sólida como qualquer outra! A isto chama-se hipocrisia, adjectivo que caracteriza na perfeição a actual configuração legislativa! Há ainda outros argumentos que afirmam que é imperativo para o normal desenvolvimento da criança a figura materna e paterna e que um casal homossexual não poderia oferecer tais referências. Pois é um facto que um casal destes terá dificuldades em projectar-se nas duas vertentes. O ideal era existir um pai e uma mãe e que ambos tivessem a capacidade de cuidar da sua criança, o ideal era que esta não tivesse sido sujeita a um duro processo de institucionalização, o ideal era que o seu lar fosse mais do que um depósito dos filhos de ninguém…obrigar a que uma realidade que nada tem de ideal seja regida  por critérios ideais não vai certamente ao encontro das necessidades daqueles que verdadeiramente merecem ser tutelados. A ser verdade que toda a criança que cresceu sem uma das figuras parentais tem o seu desenvolvimento cognitivo ou emocional condicionado, devo então aqui alertar a todos aqueles que provem de famílias monoparentais que não foram tão crianças como as outras e por isso não serão tão adultos como os outros! Na utilização de este tipo de falácias está subjacente um desprezo implícito por toda e qualquer família que tenha amado os seus fugindo as regras ideais nomeadamente por aqueles pais que se vendo sozinhos e impossibilitados de se substituir à outra figura parental lutaram, acreditaram e amaram os seus filhos não aceitando que seriam menos famílias por isso.

Provavelmente o grande problema e risco que se coloca relativamente á adopção por casais homossexuais não está na sua capacidade de amar, educar e constituir-se enquanto referência para a criança, mas antes na discriminação de que essa poderá ser alvo por estar inserida num contexto familiar com características diferentes das comuns. Estudos americanos (american academy of pediatrics, Fevereiro 2002) parecem indicar que as crianças com pais homossexuais suportam bastante bem o desafio que constitui perceber e explicar as suas famílias aos colegas de escola e professores, mas ignorando os estudas foquemo-nos noutra questão: é legitimo que se negue o direito de um casal ter filhos e de uma criança ter pais apenas pela eventual discriminação que possam sofrer? Uma resposta positiva a esta questão para além da cobardia é de uma injustiça indigna para com aqueles que alguma vez na história lutaram por algo que um dia foi impensável e perturbador para a maioria dos outros…no que diz respeito ao Direito da Família este foi um dos argumentos mais utilizados para justificar a impossibilidade de divórcio em Portugal. Hoje é impensável por em causa o direito ao divórcio defendendo que a sociedade não está preparada ou que a criança vai ser excluída no seu ambiente social etc…a sociedade na questão do divórcio adaptou-se como sempre se adapta quando a reivindicação é justa e necessária. É imoral num estado que se diz livre e democrático utilizar-se este tipo de argumento, o legislador não pode deixar-se moldar pelo preconceito de alguns, o caminho é o exactamente o inverso, é preciso legislar, regulamentar e informar para combater a discriminação sem ter medo de fomentar abertamente a tolerância.

Não tenho duvidas de que correr o risco da pressão sobre as crianças em ambiente escolar poderá ser muito menos perigoso para o desenvolvimento integral da criança do que mantê-la integrada em famílias profundamente disfuncionais ou institucionalizada anos a fio, alem disso se ninguém se atrever a quebrar este ciclo nunca se darão passos no sentido de quebrar mentalidades que provavelmente já estão fora de prazo…

Dizer a partida que um casal homossexual não poderá promover o desenvolvimento harmonioso de uma criança parece-me mais uma vez cair na aberrante tentação de considerar que só as maiorias têm razão…

Semana positiva

Muito se tem falado acerca do eventual desgaste ou degradação do Governo português liderado por José Sócrates…

Pois bem, esta semana, esse mesmo Governo, que muita gente quer, maliciosamente, fazer crer ao povo português que se encontra “moribundo”, deu uma resposta de extraordinária vitalidade à altura da sua incomensurável capacidade de trabalho em prol do interesse público.

Esta prova de extraordinária vitalidade que vos falo sintetiza-se em três importantes projectos, nomeadamente:

1 – O investimento directo estrangeiro protagonizado pela empresa brasileira EMBRAER, e que representa a entrada de Portugal na indústria da construção e transformação de materiais aeronáuticos. De facto estamos perante uma indústria de ponta com uma componente iminentemente tecnológica e que permitirá, na infelizmente e sempre carenciada região do Alentejo, a criação de cerca de mil postos de trabalho directos e indirectos;

2- A construção de mais uma unidade deslocalizada do Instituto Português de Oncologia (IPO), desta feita na região de Trás-os-Montes e Alto Douro… Quando muitos falam no desinvestimento e na política altamente privatizante deste Governo na pasta da saúde, este investimento, para além de representar uma indubitável mais-valia em termos de oferta de cuidados de saúde, demonstra a falácia que se revestem as afirmações dos detractores da política governamental no sector da saúde.

3- Por último, mas não menos importante, e igualmente digno de referência, é o projecto de computador portátil desenvolvido em Portugal, designado por “Magalhães”. Tal projecto contou com a parceria do “gigante” norte-americano INTEL, e representa um investimento de mais de 90 milhões de euros no desenvolvimento “made in Portugal” de um computador portátil especialmente vocacionado para os mais jovens, isto é, para os jovens frequentadores do primeiro ciclo do ensino básico. Tal projecto visa alargar o acesso dos alunos à tecnologia informática e à internet de banda-larga (projecto e-escolinha). Ora, estamos claramente em presença de mais um forte investimento deste Governo na sua paixão de sempre, a Educação… O país agradece, pois, ao investirmos na educação, estamos a investir na sustentabilidade do nosso futuro colectivo.

Aí estão três respostas categóricas de vitalidade, para quem, precipitadamente, já vai cavando a sepultura do Governo.

 

André Rijo

Assembleia do imobilismo

Apenas consigo escrever estas curtas linhas, depois de ter passado cerca de um mês em relação à última sessão de Assembleia Municipal de Arruda dos Vinhos.

Foi talvez a minha maior derrota pessoal e política… Isto porque não consegui sensiblizar suficientemente, nem fazer ver aos meus ilustres colegas de Assembleia, a extraordinária relevância que assume nos dias de hoje, procurarmos em consenso encontrar mecanismos que permitam uma intervenção efectiva dos jovens na vida pública e política… Esta questão não é de todo, um mero capricho político, é antes de mais uma verdadeira exigência de sustentabilidade do nosso regime democrático!!! Fechar os olhos a esta realidade é hipotecar o nosso futuro…

Daí que me custe falar da última Assembleia Municipal… Efectivamente na última Assembleia, o Grupo parlamentar do Partido Socilista, por meu intermédio, apresentou uma proposta para a institucionalização do “Plenário Jovem” de Arruda dos Vinhos, que seria uma oportunidade única para os jovens (no quadro da Assembleia Municipal) se familiarizarem e participarem efectivamente nos organismos decisórios do poder político, tomando o fenómeno político como algo que lhes diz directamente respeito. Propounha-se então a institucionalização concreta de todo o fenómeno de legitimação política, i.e. desde a realização de eleições à escala de cada freguesia, no sentido de legitimar os representantes à Assembleia até à  formulação final de propostas concretas ao poder político… num verdadeiro clima de interacção entre a população jovem de todo o Concelho e aqueles que têm a responsabilidade para governar os nossos destinos…

Infelizmente e uma vez mais, quer o PSD, quer a CDU não viabilizaram esta nossa modesta proposta de permitir efectivamente aos jovens arrudenses participarem com as suas ideias na gestão do nosso destino colectivo… direi amargamente que se perdeu uma excelente oportunidade para fazer história, e aqui assumo a minha quota parte de responsabilidade nesta derrota, já que, não consegui que os meus colegas de Assembleia fossem sensíveis aos meus argumentos…

Sou daqueles que considera que alterar a realidade subjacente não se alcança com meras palavras vãs, e daí que os discursos inflamados e apelativos à participação dos jovens na política não interessam a ninguém, quando perante uma excelente oportunidade como estas, quem os profere acobarda-se na rejeição de uma proposta que poderia perfeitamente concretizar alguns desses objectivos… Aparentemente, a razão do chumbo a esta nossa proposta prendeu-se com o carácter “muito ambicioso” da mesma… como se não fossem a ambição e o sonho que comandassem a vida… enfim, palavras para quê…

Resta-me apenas enviar uma mensagem aos militantes da Juventude Socialista de Arruda dos Vinhos, dizendo-lhes que com a apresentação desta proposta fomos mais uma vez fiéis aos princípios e valores que sempre nortearam a nossa conduta… devemos estar uma vez mais de consciência tranquila pois, honrámos o nosso passado e reforçámos a nossa condição de única juventude partidária concelhia que defende os interesses da juventude arrudense – um grande bem haja a todos!!!

 

André Rijo

À esquerda do imobilismo

Esta semana, nas mais altas instâncias da União Europeia, os Estados-Membros preparavam-se para ceder a mais uma investida da avalanche capitalista neo-liberal… naquilo que nos “impingem” tratar-se das necessidades prementes, irreversíveis e inadiáveis da muita “flexibilidade”, sem segurança…

A medida mais “sonante”, em concreto, a aprovar, seria a possibilidade de aumento do tempo de trabalho das 40 para as 65 horas.

O Governo português, por intermédio do seu ministro do Trabalho, o Dr. Vieira da Silva, votou contra tal intento, numa atitute que me parece claramente merecedora de toda a consideração e louvor, por parte de todos aqueles que se arrogam como sendo os arautos da defesa dos direitos fundamentais dos trabalhadores…

Estranhamente não vi nem a CGTP, nem a sua filial sindical operacional (in)visível (o PCP), a congratular tal tomada de posição (corajosa) do Governo português… ao invés disso, preferem certamente mobilizar mais de 200 mil manifestantes contra uma proposta de alteração ao Código do Trabalho que não se preocuparam previamente em conhecer, nem sequer em sede de concertação social…enfim, se calhar talvez seja melhor fazer uma manifestação no “escuro” e com o deserto de ideias no horizonte, já que não se preocuparam em apresentar propostas alternativas, tudo em prol do boicote à concertação social…eles que deviam ser os seus principais defensores.

O que é que se pode fazer… já estamos habituados a este modus operandi  desta esquerda autocrática, do voto contra tudo sem apresentar alternativa…

Assim não se defendem realmente os direitos de ninguém, muito menos dos trabalhadores…

É este o sintoma do imobilismo facilitista e pseudo-populista que graça em determinados sectores da esquerda “radical”… a esta esquerda imobilista, o Governo arrepia caminho e apresenta-se ainda mais à esquerda desta indiferença, na ânsia de preservar aquilo que ainda nos resta da componente social do Estado de Direito democrático… valha-nos isso!   

Dia Internacional da Mulher celebrado pela JS em Arruda

No passado dia 8 de Março, a Juventude Socialista de Arruda dos Vinhos celebrou o Dia Internacional da Mulher com a realização de um debate subordinado ao tema: “O papel da Mulher na Sociedade actual, eventual subsistência de fenómenos de desigualdade de género”, com um painél composto pelas oradoras: Dra. Cacilda Dias (médica); Dra. Daniela Azevedo (jornalista) e Dra. Cláudia Pereira (Professora).

A JS expôs também um conjunto de cartazes gentilmente cedidos pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género alusivos à homenagem a altas individualidades femininas galardoadas com o Prémio Nobel, ao longo dos últimos anos.

Assistiu ao debate uma plateia essencialmente feminina e heterogéneo, num misto de juventude e de experiência acumulada e onde o clima de partilha e troca de ideias enriqueceu todos os participantes neste debate.

Não se pretendeu com o presente debate abrir a caixa de Pandora  sobre este tema que tem sofido muitos desenvolvimentos ao longo das últimas décadas, e fundamentalmente desde o surgimento de movimentos cívicos como o caso das sufragistas nos primórdios do século passado. O que se pretendeu fundamentalmente foi celebrar os feitos e conquistas sociológicas das mulheres nos últimos tempos, e enaltecer o inegável e insubstituível papel da mulher na sociedade intemporal, precisamente a capacidade de aliar as inegáveis competências profissionais com a preponderância no substracto familiar como base de toda a construção social. Continuar a ler

Observatório Municipal para a Droga e Toxicodependência

No passado dia 29 de Fevereiro de 2008, a Juventude Socialista de Arruda dos Vinhos, através do seu Deputado Municipal eleito nas listas do Partido Socialista, André Santos Rijo, apresentou e fez aprovar uma proposta tendente à criação, no seio do Concelho de Arruda dos Vinhos, e sob a égide da sua Assembleia Municipal, de um organismo designado “Observatório Municipal para a Droga e Toxicodependência”, no qual terão representação as seguintes Instituições/Associações do nosso Concelho: a) um representante de cada Partido político com assento parlamentar; b) um representante do executivo camarário; c) um representante de cada Assembleia de Freguesia; d) um representante do Corpo da Guarda Nacional Republicana de Arruda dos Vinhos; e) um representante da Associação de Bombeiros Voluntários de Arruda dos Vinhos; f) um representante (pessoal médico)  do Centro de Saúde de Arruda dos Vinhos; g) um representante do Conselho Municipal de Segurança; h) um representante da Comissão para a Protecção de Crianças e Jovens; i) um representante do Conselho Municipal de Educação; j) um representante do Externato João Alberto Faria; l) um representante da Associação de Pais e Encarregados de Educação do EJAF; m) um representante da Associação de Jovens de Arruda dos Vinhos; n) um psicólogo/sociólogo pertencente aos quadros da Câmara Municipal com experiência nesta área; o) um representante do Conselho Municipal de Juventude (após a sua criação); um representante de cada Juventude Partidária, nos termos estabelecidos na alínea a).

A JS-Arruda entende que este é apenas um primeiro passo numa luta permanente, contínua e constante que urge travar contra o clima e a mentalidade de imobilismo, passividade e acima de tudo “normalidade” com que se encara o fenómeno do crescente consumo de drogas, especialmente entre os mais jovens.

Os jovens de hoje são o futuro de amanhã, e como estrato social específico com as suas características próprias e idiossincrasias peculiares, é necessário providenciar um acompanhamento específico, especializado, e tecnicamente evoluído no sentido de fornecer uma resposta capaz de travar este fenómeno que hodiernamente assume contornos de avassaladora preocupação.

Não vislumbramos que a repressão stricto sensu seja uma resposta satisfatória, antevemos mesmo que tal facto redundaria em contornos extremamente perniciosos. A resposta tem que passar obrigatoriamente ao nível do apoio médico-psicológico de quem se encontra no estado de dependência orgânica de substâncias químicas, e que sem qualquer pejo de susceptibilidades se encontra numa situação de doença e não de marginalidade.

O propósito humilde desta proposta é simplesmente responsabilizar toda a sociedade por esta questão, desde a classe política, passando pelos pais (família), pelos Bombeiros, forças da Autoridade, Ministério da Saúde,  Movimentos Associativos e Sociais, etc. em suma, mobilizar todos para um combate que é intemporal, e relativamente a um fenómeno que é alheio a idades, sexo, “estatuto social”, proveniência familiar, raça, qualificações académicas ou outras.

A JS, consciente das suas responsabilidades, alia-se, como sempre e  uma vez mais à juventude arrudense, comprometendo-se a jamais se resignar no que à defesa dos seus reais interesses e anseios diz respeito.

JUNTA-TE A NÓS NESTA LUTA QUE É DE TODOS!

CONTA CONNOSCO SEMPRE!!!

NÓS CONTAMOS CONTIGO!!!

O FUTURO COMEÇA AGORA…

 http://www.portal.juventudesocialista.org/concelhiaarrudavinhos/documentos/proposta%20Observatório%20para%20a%20Droga.doc